E ai que você se
encontra numa emboscada, a indecisão é tão grande que talvez o caminho das
pedras de ouro seja pior que o das sombras e sujeiras. Você vai seguindo uma
linha e sempre confiante que ela seja a melhor, até que você percebe que talvez
aquela não fosse a que você realmente queria para a sua vida, talvez só para
alguns momentos e agora eles passaram e você não tem como voltar atrás.
É aquele dilema
entre casar e comprar uma bicicleta; se você casa acaba perdendo algumas
liberdades, mas sabe que ali é concreto, se você compra uma bicicleta conhece o
mundo, pode fazer o que bem entende, mas não sabe quando nem onde vai parar. E
aí surge a indecisão: algo que parece ser pra sempre ou correr o risco pelo
prazer do momento?
Acho que escolhi o
momento, não pensei no amanhã e isso tem seu lado positivo também, apesar de eu
não saber o que terei no futuro ele pode e se tudo der certo vai ser bom, pode
ser que ele ainda seja melhor do que se eu tivesse escolhido o que era
concreto.
Até que ponto mais
vale um pássaro na mão do que dois voando? E se você for ambientalista? E se
você quiser pensar que esses dois se reproduzem e dão outros tantos que podem
vir a parar na sua mão de novo?


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