E a vida volta a
caminhar como era antes. Eu tendo uma relação de amor e ódio com as pessoas
bipolares que não sabem entender o que é amizade de verdade. Eu achando
ridículo quem se acha superior dentro de sala de aula, pessoas tão fúteis que
se gabam por nota, idade, bens e por ai vai.
E, por último e
não menos importante ou costumeiro, eu entrando na vida das biscatarias; pra
falar a verdade eu sempre curti e não julgo ninguém por isso, acho até bem
divertido, mas ai cada um pensa de um jeito, as bocas são grandes para comentar
de outras pessoas e não olhar o próprio rabinho ou ficar se privando com medo
do que os outros vão pensar ou dizer. Não dou a mínima pra isso, o mel que as
pessoas dizem que eu tenho é só autoconfiança, amor próprio e ligar o foda-se
para as pessoas ao redor.
Queria eu poder
gozar de todos os prazeres que essas faculdade e os carinhas podem me oferecer,
mas ai o limite me impede de viver.
Pensando descubro
que essa vida que levo, ou tento levar, sem pensar duas vezes ao ver um mocinho
gato ou que me interessa é baseada na minha carência, são ciclos de putarias
intercalados com tempos de sossego e namoro.
Eu bem curto
namorar também, apesar das restrições, ter alguém para confiar e abraçar é
sempre bom, talvez seja por isso que mantenho meus “fuck friends”, nada
melhor do que boas risadas para esquecer os problemas, preocupações e
escrotisses do mundo.
Não sei se estou
no lugar certo e sei menos ainda se o que estou fazendo é o certo, mas quer
saber? Eu não ligo, enquanto eu conseguir me desligar das coisas ruins, ou
melhor, enquanto as coisas boas forem mais fortes que as ruins, enquanto eu
conseguir me divertir nessa vida acho que é assim que eu vou continuar.

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