
Era uma noite qualquer se não fosse pela festa que ocorreria mais tarde, a adrenalina rolava nas minhas veias: meus pais nem imaginavam o que eu pretendia fazer. Encontramos-nos, minhas amigas e eu, na casa da mãe mais liberal; a bebida estava lá e suas misturas também, fritamos batata pra forrar o estômago.
Decidimos nos arrumar, afinal estávamos indo ao gordo e precisávamos disso, maquiagem pronta. Na garrafa ainda havia um resto, resolvemos “matar”; minha vez, uma golada só, minha vista nebulou, achei melhor me apoiar na parede e esperar o enjôo passar. Não tínhamos noção da hora que voltaríamos.
Chegando lá: uma tequila para animar, não me sentia bêbada, estava feliz e queria me manter assim. Fugimos de uns parentes e resolvemos parar na tenda eletrônica, isso quando percebemos que o perigo já havia passado: meus pais não tinham a mínima idéia da onde eu estava e, então, eu não poderia levantar suspeita, se meus primos me vissem e deixassem escapar era o meu fim.
Aquela música eletrônica que entorpece e eis que vejo você dançando, achei meio estranho o jeito, mas a beleza me impressionou; desisti: ou era gay e eu perderia a viagem ou era muita areia para o meu caminhãozinho. Minhas amigas insistiram e descobriram sua opção sexual, minha vez de entrar na história. Conversamos um pouco, ficamos.
No gordo nunca ficamos em uma tenda só, gostamos de transitar, ver as pessoas. Esbarramos-nos novamente, mais beijos e carícias, dessa vez passei o número do meu celular, sem esperanças da ligação vir a acontecer.
Fomos embora às 9h e minha ficha ainda não tinha caído: você era gato demais. Mais tarde, naquele mesmo dia, uma surpresa, sua mensagem, dizendo que havia pensado em mim e me pediu para adicionar no MSN.
Você contou muitas historinhas e a cada conversa eu suspeitava das coisas que você dizia, mas ainda queria ver até que ponto você iria. Depois de um tempo marcamos um encontro, fui com amigas por medo de um seqüestro ou sei lá. Você me deu um bolo.
Ainda assim conversávamos, muito raramente, você diz ser ocupado e viajar demais, até um convite para ir para a Itália eu recebi... Depois de mais um tempo marcamos de novo, dessa vez nem acreditei que viria. Fui ao seu encontro, dessa vez sozinha e com mais medo. Você estava lindo, mais lindo do que eu podia lembrar, além disso, muito estiloso, forte, me mostrava alguma segurança. Quando me viu desceu do carro, a chuva nos molhava, passamos por vários assuntos aleatórios, ficou bravo com um desconhecido que abaixara o vidro do carro e me dera um sorriso. Você tinha que ir, nos beijamos e dessa vez senti mais vontade.
Voltei pra casa encharcada e parei pra pensar no que você tinha dito: qual era a necessidade da minha virgindade, o que havia de bom nas minhas unhas compridas?
Talvez você seja um gigolô ou um aliciador de menores, tenho medo de fazer um convite pra vir aqui em casa e você ser um ladrão, tá, isso já é surto, porém não posso arriscar, não acredito em meia palavra que diz, não tem condição e essas dúvidas todas me encantam.
Disse-me que quando eu fizer 18 anos quer ser meu namorado, me levar por longas viagens. Não acredito em nada do que diz e mesmo você podendo fazer mal a mim eu ainda quero tentar entender o que passa na sua cabeça, descobrir a verdade, por isso insisto por mais um encontro, queria poder avaliar suas atitudes ou sei lá, apenas conhecer o seu eu verdadeiro. O que será que esconde?
Suas falas são pervertidas, seu beijo intenso e doce, e esse mistério todo é o que torna a história mais divertida e contagiante, quem sabe eu deva entrar no seu carro e correr o risco, se tudo fosse verdade seria lindo passar o resto da vida nos seus braços, eu deveria aproveitar a minha vida, mas prefiro manter o pé no chão e evitar uma confusão maior ainda.
Europeuzinho, ainda descubro o que você esconde.
Decidimos nos arrumar, afinal estávamos indo ao gordo e precisávamos disso, maquiagem pronta. Na garrafa ainda havia um resto, resolvemos “matar”; minha vez, uma golada só, minha vista nebulou, achei melhor me apoiar na parede e esperar o enjôo passar. Não tínhamos noção da hora que voltaríamos.
Chegando lá: uma tequila para animar, não me sentia bêbada, estava feliz e queria me manter assim. Fugimos de uns parentes e resolvemos parar na tenda eletrônica, isso quando percebemos que o perigo já havia passado: meus pais não tinham a mínima idéia da onde eu estava e, então, eu não poderia levantar suspeita, se meus primos me vissem e deixassem escapar era o meu fim.
Aquela música eletrônica que entorpece e eis que vejo você dançando, achei meio estranho o jeito, mas a beleza me impressionou; desisti: ou era gay e eu perderia a viagem ou era muita areia para o meu caminhãozinho. Minhas amigas insistiram e descobriram sua opção sexual, minha vez de entrar na história. Conversamos um pouco, ficamos.
No gordo nunca ficamos em uma tenda só, gostamos de transitar, ver as pessoas. Esbarramos-nos novamente, mais beijos e carícias, dessa vez passei o número do meu celular, sem esperanças da ligação vir a acontecer.
Fomos embora às 9h e minha ficha ainda não tinha caído: você era gato demais. Mais tarde, naquele mesmo dia, uma surpresa, sua mensagem, dizendo que havia pensado em mim e me pediu para adicionar no MSN.
Você contou muitas historinhas e a cada conversa eu suspeitava das coisas que você dizia, mas ainda queria ver até que ponto você iria. Depois de um tempo marcamos um encontro, fui com amigas por medo de um seqüestro ou sei lá. Você me deu um bolo.
Ainda assim conversávamos, muito raramente, você diz ser ocupado e viajar demais, até um convite para ir para a Itália eu recebi... Depois de mais um tempo marcamos de novo, dessa vez nem acreditei que viria. Fui ao seu encontro, dessa vez sozinha e com mais medo. Você estava lindo, mais lindo do que eu podia lembrar, além disso, muito estiloso, forte, me mostrava alguma segurança. Quando me viu desceu do carro, a chuva nos molhava, passamos por vários assuntos aleatórios, ficou bravo com um desconhecido que abaixara o vidro do carro e me dera um sorriso. Você tinha que ir, nos beijamos e dessa vez senti mais vontade.
Voltei pra casa encharcada e parei pra pensar no que você tinha dito: qual era a necessidade da minha virgindade, o que havia de bom nas minhas unhas compridas?
Talvez você seja um gigolô ou um aliciador de menores, tenho medo de fazer um convite pra vir aqui em casa e você ser um ladrão, tá, isso já é surto, porém não posso arriscar, não acredito em meia palavra que diz, não tem condição e essas dúvidas todas me encantam.
Disse-me que quando eu fizer 18 anos quer ser meu namorado, me levar por longas viagens. Não acredito em nada do que diz e mesmo você podendo fazer mal a mim eu ainda quero tentar entender o que passa na sua cabeça, descobrir a verdade, por isso insisto por mais um encontro, queria poder avaliar suas atitudes ou sei lá, apenas conhecer o seu eu verdadeiro. O que será que esconde?
Suas falas são pervertidas, seu beijo intenso e doce, e esse mistério todo é o que torna a história mais divertida e contagiante, quem sabe eu deva entrar no seu carro e correr o risco, se tudo fosse verdade seria lindo passar o resto da vida nos seus braços, eu deveria aproveitar a minha vida, mas prefiro manter o pé no chão e evitar uma confusão maior ainda.
Europeuzinho, ainda descubro o que você esconde.

