terça-feira, 2 de novembro de 2010

Remate


Os minutos não passam e minha maior vontade é quebrar tudo que está ao meu redor, fugir, correr sem destino, como muitas vezes eu já fiz, simplesmente sumir e ver o quanto vocês podem e vão se preocupar.
Não estou pedindo o mundo, só quero um pouco de liberdade, curtir a vida enquanto posso, para não ter que chegar com sua idade desse jeito: careta.
Mais um minuto, minha comida esfria e na minha mente planos mirabolantes, talvez ainda exista alguma saída para tudo isso, a parte difícil é descobrir qual a melhor maneira de crescer.
Outro minuto, minhas recordações batem, tempos em que pensava que agora tudo ia ser diferente. Besteira. Dou uma garfada e tudo arranha na minha garganta, os pensamentos, a comida, nada mais me desce.
Outra lágrima escorre, essa mais doida do que todas as outras e ainda mais salgada do que eu pensei que uma lágrima poderia ser, mais angustiada. Nenhuma idéia cabível para o momento e continuo aqui, sozinha.
As músicas me rondam, pioram a situação e a cada segundo percebo o tanto de bobeiras que já fiz e pretendia fazer, talvez esteja certo me trancar ou talvez isso só piore a situação, mas como descobrir? Não sinto a mínima vontade de comer, tudo parece uma simples “gororoba”, minha depressão volta à tona, hora de emagrecer.
Último minuto, decidi que o melhor é não viver, nunca mais sofrer. E a minha última palavra: adeus.

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